quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

C.R.A.Z.Y - Loucos de amor


É estranho como algumas coisas podem tocar a gente de uma maneira realmente diferente. Enquanto assistia esse filme ontem fiquei pensando: "Cara que fodástico!". O mais engraçado é que quando fui a locadora aluguei o filme por falta de opção e resolvi leva-lo unicamente para não perder a viagem. O filme é uma produção canadense onde o diretor Jean-Marc Vallée se desdobra para juntar beleza, poesia e loucura (até soa como sexo, drogas e rock 'n' Roll). A história retrata a conturbada vida de uma família e a momento de transformação por que passa Zac, quarto filho de uma família de cinco irmãos. Na verdade o filme enfoca a adolescência de Zac, um jovem nos anos 70, dividido entre o amor que sente por seu pai e sua própria sexualidade, pois ao mesmo tempo em que tenta desesperadamente orgulha-lo, é obrigado a reprimir seus sentimentos, como a atração que sente por sua prima Bridget e pelo namorado dela, além da intriga com seu irmão mais velho, Raymond, por quem zac tem uma antiga richa mas, se vê influênciado pela rebeldia. Zac Divide com o pai o gênio difícil e o amor a música e por falar em música...que trilha sonora tem essa obra, talvez uma das mais caras do cinema com Rolling Stones, David Bowie e Pink Floyd e o legal como as músicas refletem muito bem as cenas e os sentimentos de zac. Então é isso, pra quem está afim de conhecer uma obra-prima eu indico este filme, creio que ninguém vai se arrepender.

sábado, 15 de dezembro de 2007

The Decemberists


Um dia desses enquanto ouvia a last.fm acabei por conhecer uma banda muito boa chamada The Decemberists. Trata-se de um grupo Estadunidense de Portland. O estilo é um indie pop em que é possível identificar um pouco de Belle and Sebastian e Camera Obscura e fortes semelhanças com o R.E.M e principalmente o Neutral Milk Hotel, mas com uma séria influência de música folk e progressiva, destaque pra música The island, come and see, the lan do último albúm The Crane Wife (2006) onde os caras mostram que curtem bandas como Yes e Pink Floyd.

O idealizador disso tudo é o líder da banda Colin Meloy que escreve as letras e faz a maiorias dos arranjos. As músicas possuem um vocabulário riquíssimo e tendem a ser um pouco melancólicas, fugindo um pouco da "felicidade" indie, dando lugar a letras que falam de personagens fantásticos, notável nas capas e arte promocional dos discos do grupo. Particularmente, acho que é uma banda variáda demais para cair no gosto dos indies mas...sabe como é a raça. Não sei se os discos já estão disponíveis no Brasil, mas acho que não. Então, fica a dica, pra quem estiver afim de conhece o jeito é baixar mesmo pelo soulseek, emule ou ouvir no myspace.

Site Oficial The Decemberists

MySpace


sábado, 8 de dezembro de 2007

O Albergue Espanhol



Assisti este filme semana passada e achei uma boa poder falar um pouco sobre. Trata-se de uma produção francesa 2002 do diretor Cédric Klapisch. A maior parte do filme se passa na espanha, onde um carinha francês, chamado Xavier, de uns 25 anos vai morar num albergue com mais 7 pessoas de nacionalidades diferentes. Todos eles tem em comum o fato de serem estudantes falidos (isso soa até como um pleonasmo) que além de estudar precisam conviver em grupo lidando com as manias e confusões cada um e principalmente de si mesmos.

O interessante do filme são as aventuras pelas quais as pessoas do albergue passam e o vinculo de amizade que se desenvolve no decorrer do filme. É possível notar como o personagem principal, Xavier, se identifica com a bagunça que é o albergue pois, pra ele aquele caldeirão de línguas, culturas e personalidades é a mesma mistura que se passa em sua cabeça. Outra coisa interessante, é o fato deles deixarem tudo pra trás pra ter um pouco de experiência, ir para um lugar desconhecido sem saber falar a língua local, com quase nenhum dinheiro no bolso e ainda viver com 7 desconhecidos é uma aventura...é invejável. E eu que pensava que tinha uma vida agitada e até certo ponto emocionante, foi duro encarar que perto disso ela parece bem monotona.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Surf Music 90's



Depois de muito tempo sem escrever estou de volta com algo que me martelou a cabeça há algúns dias. Estava eu numa sexta feira, depois de uma semana inteira de provas, sentado num bar na universidade, imaginando como era bom estar lá tomando uma cerveja sem precisar se preocupar com mais nada. Subitamente, num sentimento momentâneo de nostalgia, me veio a cabeça um cd que eu ouvia compulsivamente quando tinha uns 15 anos. Esse cd era de uma edição da revista fuir de uns 10 anos atrás. Lembro-me que quem descobriu esse "achado" foi um amigo, que presenteou-me com o albúm um tempo depois pelo tanto que eu adorava escuta-lo e que foi surrupiado de mim há alguns anos por um amigo que, pelo que parece, gostou muito mais que eu.

Fui embora do bar naquele dia com esse cd na abeça e quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi procura-lo na internet... e encontrei!! Acreditem ou não, um ser de grande inteligência teve a magnífica idéia de disponibiliza-lo no e-mule. Fiz o download e não pude conter a minha felicidade quando finalmente tive contato com a explosão de excitação que é esse cd. O que é a tecnologia, o que seria uma trabalheira sem sentido acabou se tornando algo tão simples! Só precisei de um pc e um p2p. Abençoada seja a tecnologia!

90’s Surf Music – CD promocional da revista Fluir (edição 130 de 1995 eu acho).

1. Pennywise - Peaceful Day (2:54)
2. NOFX - Bleeding Heart Disease (3:39)

3. No Fum at All - Master Celebrator (2:56)

4. Shelter - Society Based on Bodies (2:54)

5. Millencolin - Mr. Clean (2:41)

6. Satanic Surfers - The Treaty and the Bridge (2:43)

7. Down By Law - Radio Ragga (4:42)

8. Voodoo Glow Skulls - Shoot the Moon (3:26)

9. Shades Appart - Valid (2:04)

10. Pleasure Fuckers - Last Smoke Last Dime (3:17)

11. Gorilla Biscuits - Competition (2:06)

12. Liberator - Handy Man (1:28)

13. RKL - Will to Survive (3:16)

14. Cerebros Expremidos - Romper la Red (2:52)

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Harry Potter e a Ordem da fênix



Pois é, até que enfim chega aos cinemas Harry Potter e a Ordem da fênix, e já não era hora. Eu particularmente estava ansioso pela estréia. É difícil entender como uma série de românces teoricamente bobos destinados inicialmente ao publico infantil, conseguiu conquistar tanta gente no mundo todo. E comigo não foi diferente, sou um dos que se curvou a magia dos livros da série. Admito que no início até cheguei a relutar em assistir os filmes e acreditem, nem cogitava na remota possibilidade de ler os livros. Mas por influência do meu irmão caçula, que na época gostava e hoje é fanático, acabei fazendo parte do time .

O quinto filme desenvolver um ar muito mais político e sinistro também. Mostra Harry Potter muito mais maduro e ao mesmo tempo conturbado, confuso, perdido mas definitivamente disposto a enfrentar o seu destino. É impossível deixar de notar algumas semelhanças com a realidade, como o que os governos são capazes de fazer para se manter no poder e o quanto isso pode interferir na vida das pessoas. Mas se você quer saber minha opinião sobre qual a mensagem mais importante do filme, eu diria que é sobre o amor e a amizade. De que sem essa palavrinha de apenas quatro letras e o apoio dos nossos amigos e da família, somos simplesmente vazios. É importante notar que estes sentimentos fizeram toda a diferença no caminho que o personagem acaba tomando e que no final das contas, ele se descobre como uma pessoa qualquer, assim...como eu e você. Ou como ele mesmo define ainda no primeiro filme: "sou o harry, só harry...".

Acho que que ai está o segredo do sucesso dos filmes e dos livros, e está muito além da magia das vassouras voando, dos quadros que tomam vida e criaturas mágicas, está senhores, na simplicidade do personagem e como nos vemos refletidos nesta simplicidade. Nos damos conta de que muito diferente do super-homem, não somos um poço de perfeição e bondade, mas sim um misto de bom e mau, amor e ódio, tristezas e alegrias. É a combinação desses sentimentos que fazem com que nos sentimos tão apegados à Harry e que fazem dele, nada mais que humano.

sábado, 7 de julho de 2007

A marcha dos invisíveis - A esperança do rock nacional

Foto: Fernando Souza

É com grande orgulho que inicio a 1º publicação deste blog falando de umas das bandas curitibanas de maior presença no momento, o Terminal Guadalupe. A banda acaba de lançar seu quarto álbum, A marcha dos invisíveis...e que álbum!! Se a primeira impressão é o que fica, então não se surpreenda caso se pegue afixionado pelas músicas deste trabalho.

A banda traz uma mistura dos anos 80, 90 e 2000. Até ai tudo bem, qual a novidade?? Como se ninguém nunca tenha feito isso... É bem verdade que eles apostam em letras políticas, assim como fazia a Legião Urbana uma das bandas de grande influência do TG, e trás sérias influências de bandas como Radiohead (pink Floyd?), Franz Ferdinand, Weezer, White Stripes, Air, Kraftwerk, Nirvana, mas tudo isso sem perder a identidade!!! Isso é difícil de ver e essa qualidade faz essa banda especial. Essa característica senhores, desculpem o poder da palavra, é algo que chamo de realmente foda!!!! E assim é esse álbum, um tapa na cara. É complicado indicar um ou duas músicas, então ai vai o meu conselho... apenas ouça!!! Faça o que for baixe na internet, ouça no myspace, pirateie (eu não disse nada) e se possível e de preferência, compre (acho que consegui me redimir), mas ouça!

A marcha dos invisíveis nos faz olhar pra trás e admirar o tempo em que calça jeans e tênis velho eram mais que o necessário, quando estavamos sempre dispostos a quebrar tudo pra fazer valer nossos direitos. Chega a ser nostálgico! Talvez essa banda faça sucesso, ganhe dinheiro, se venda. Por que não??? Aconteceu com tantos, por que não com eles. Ou pode ser que eles não façam mais nada de bom daqui pra frente, há quem diga que existe limite até mesmo para a criatividade, mas esse trabalho fica e isso é o que importa, isso... ninguém muda.

http://www.myspace.com/terminalguadalupe
http://terminal.blogger.com.br/